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UFPB oferece bolsa de pós-doutorado para pessoa indígena
O Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Monitoramento Ambiental (PPGEMA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) lançou uma chamada pública para preenchimento de uma vaga de bolsista de pós-doutorado, destinada exclusivamente a pessoa indígena, com doutorado em qualquer área do conhecimento.
As inscrições são gratuitas e estão abertas no período de 17 a 21 de fevereiro, via internet. As pessoas indígenas interessadas devem enviar e-mail para ppgema@ccae.ufpb.br, com todos os documentos listados na chamada pública.
Para concessão da bolsa, o candidato (a) não pode ser beneficiado com o recebimento de outra bolsa, de qualquer natureza, durante a vigência da bolsa de pós-doutorado e, caso possua vínculo empregatício, deve comprovar afastamento sem vencimentos, entre outros pré-requisitos descritos no edital.
O processo seletivo terá duas fases: a primeira, eliminatória, será a análise dos documentos enviados pelos candidatos (as). Já a segunda etapa, de caráter classificatório, será a pontuação do Currículo Lattes referente ao período de 2020 a 2025 (até a data da inscrição na chamada pública).
Financiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq-PB), a bolsa tem valor mensal de R$ 5.200,00, a ser pago por um período de até 12 meses, podendo ser renovado por igual período, a critério da Fundação. O cronograma da seleção e demais informações sobre a chamada pública estão disponíveis no edital publicado pelo PPGEMA.
Proposta inovadora
Segundo o professor Rafael Raimundo, coordenador do PPGEMA, programa vinculado ao Centro de Ciências Aplicadas e Educação (CCAE), a chamada pública destinada a um(a) pós-doutorando (a) é uma proposta inovadora que busca valorizar as ciências indígenas, estabelecendo uma conexão entre a universidade e as raízes históricas do Brasil.
“A gente vem discutindo mecanismos institucionais para incorporação de pesquisadores indígenas que tragam perspectivas epistemológicas e metodológicas próprias. Os povos indígenas têm seus próprios sistemas de produção do conhecimento, formas de observação e de construção de explicações, e isso deve ser respeitado”, ressaltou o docente (na foto acima, à direita, em visita à Aldeia São Miguel, no município de Baía da Traição, com a professora Evanilde Benedito, da CAPES, e Victor Felix, indígena Potiguara doutorado).
Ainda de acordo com Rafael, a UFPB realiza diversas pesquisas na área de desenvolvimento sustentável e precisa desse diálogo com os conhecimentos indígenas para enfrentar a crise ambiental que está atualmente na pauta da sociedade, principalmente considerando que o campus IV (Litoral Norte), onde funciona o CCAE, está sediado no território do povo Potiguara, contando com centenas de alunos indígenas, matriculados em cursos superiores da universidade.